Obesidade cresce entre jovens e pais não percebem - CREN
17907
post-template-default,single,single-post,postid-17907,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-theme-ver-7.5,wpb-js-composer js-comp-ver-4.11.2,vc_responsive

Obesidade cresce entre jovens e pais não percebem

Ashoka

30 mar Obesidade cresce entre jovens e pais não percebem

Obesidade cresce: Uma a cada três crianças brasileiras de cinco a nove anos está acima do peso.

Quanto antes esse quadro for diagnosticado, mais fácil será revertê-lo. O problema é que muitas famílias têm dificuldade para enxergar que a criança precisa emagrecer.

“Como tem muita gente acima do peso, parece normal. Mas uma criança de quatro anos com barriga está gorda”, alerta Mariana Zambon, responsável pelo Ambulatório de Obesidade na Criança e no Adolescente do Hospital das Clínicas da Unicamp.

Obesidade cresce

A última pesquisa completa sobre o assunto no Brasil foi feita pelo IBGE. Os dados estão desatualizados, são de 2009, mas os especialistas garantem que esse número só aumenta.

Estudo realizado em 2015 no Hospital Universitário da USP com mil crianças de 2 a 14 anos apontou que metade das mães errou o estado nutricional do filho -entre elas, 58% subestimaram o peso.

“Os pais só reconhecem a obesidade quando chega a níveis muito altos. Sobrepeso e obesidade leve passam despercebidos, especialmente em meninos e crianças pequenas”, diz a pediatra Denise Lellis, responsável pela pesquisa e integrante da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica).

Para Zambon, da Unicamp, o período crítico ocorre entre os dois e os quatro anos, quando a criança passa a comer e engordar menos. “As famílias ficam aflitas, querem dar mais comida.”

O pediatra deve acompanhar peso e tabelas de IMC específico para as crianças. Se há sobrepeso, é preciso intervir rapidamente. “Se nada for feito, esse paciente pode se tornar obeso em três anos”, alerta Zambon.

Para os especialistas, o cenário é grave. “O aumento é gritante e encontramos diabetes tipo 2 em crianças de 12 anos. Isso é uma loucura”, alerta a bióloga Ana Lydia Sawaya, professora da Unifesp e co-fundadora do CREN.

Doenças associadas à obesidade na infância, como diabetes tipo 2 e colesterol alto, são mais agressivas e trazem mais danos à saúde no longo prazo.

Clique aqui e confira a reportagem na íntegra

Fonte: Folha de S.Paulo